27 junho 2009

Poesia?

Bem sei que nenhuma arte se cala. E vivendo no rastro de um tempo do silêncio e da falta de entendimento, qualquer palavra vira estampido. À mim, as palavras tornam-se abrigo. Tornam-se realmente férteis no todo, no tudo. É uma parte. Alguns dizem que também é arte. Não sei. Vem aqui de dentro, e de tudo. Vem da alma, vem do meu mundo.
É minha misturinha de encanto e desalento, o abrir da densa cortina e o despertar do que está aqui dentro. Enxergar o que é oculto aos olhos, tentativa de externar o que não me sai pelos poros.

Poesia-torta, Poesia-errada, Poesia-sem-expectativa, Poesia-arte? Poesia-sem-lei! Apenas algumas palavras que me fazem bem. E que às vezes se esgotam por um tempo também.
Gota a gota
Copo a copo
Boca a boca

E é aí que mora a sua beleza.
Poesia é encontro marcado, sim.
mas também surpresa.

05 junho 2009

Tenho estudado

A mim.

interessa o mergulho
Talvez a queda no abismo
Talvez a dor
Talvez a satisfação

Tenho estudado

E refletido até que ponto vale a discussão.
O enfrentamento.
O meu ponto ser levado em consideração.
Vale?
Até que ponto?

Até que ponto o equilíbrio se sustenta?
Até que ponto o susto estremece?
Até que ponto devo seguir defendendo o meu ponto?

Tenho estudado

E refletido que talvez o único ponto que valha
seja o ponto de partida
E poder seguir assim, sem despedida.