Séc. 21. Somos mulheres independentes, modernas, arrojadas. Dirigimos carros, casas, empresas... dirigimos o país. Somos advogadas, administradoras, comunicadoras, empresárias, mães, irmãs, filhas. Não fugimos de um papel sequer. Cumprimos nossos deveres assim como vocês, homens, mas sempre cheirosas, com um belíssimo sorriso no rosto, esmalte nas unhas e de preferência, um salto 15 nos pés.
Não vá pensar que é fácil, meu caro. Precisamos lidar com funcionários, hormônios, chefes, cólicas, problemas domésticos, TPMs, cardápio do jantar, problemas profissionais, família... No fim da manhã, reuniões. No fim da tarde, academia. No fim de semana, cabeleireiro. No fim do mês, contas.
Além, é claro, da preocupação em fazer do mundo um lugar melhor, mais gentil.
É... mulheres são assim mesmo, viu bonitinho? a gente pensa no mundo, na sociedade e se a criança que dorme ali na esquina terá algo para comer hoje no jantar.
Então, seja inteligente e promete me fazer um favor? Deixe-me exercer todo o meu lado mulher sem que essa independência toda se transforme num martírio?
Não me impeça de ser sentimental às vezes e chorar até assistindo Rambo, de fazer drama quando você não trouxer flores no meu aniversário, de querer tomar um porre com as amigas numa terça feira chuvosa qualquer. Não me impeça de fazer charminho e querer um beijo, um abraço, um dengo?
Vou ter orgulho da minha empresa estampada no The NY Times, mas não me tire o prazer de ao seu lado, poder continuar usando minha fivela lilás no cabelo e de ter a liberdade de me portar como uma garota de 15 anos em determinados momentos?: ingênua, indecisa, insegura...
Promete não esperar uma Steve Jobs de saias e me deixa ser apenas a tua menina?
Promete não esperar uma Steve Jobs de saias e me deixa ser apenas a tua menina?
