25 janeiro 2009

Mãos de aluguel

Chegou em casa, colocou a enorme bolsa vazia em cima da cama e a observou por um momento.
Eram vários os compartimentos, bolsos e botões de todos os tamanhos, zíperes e mais zíperes, espaços em todos os formatos. Tantos, que ela nem sabia se conhecia todos. Pior, não sabia se teria coisas suficiênte para preencher todas as dobras externas que anunciavam ao mundo o escuro vazio que ali morava. E isso começou a incomodá-la. Pensou que poderia encher um saco plástico e enfiar ali dentro, como havia visto na loja, mas não lhe seria muito prático sair por aí com um saco plástico cheio de ar a tiracolo.


- Ah, quer saber? Agora posso levar tudo o que me importa pra todo canto que eu for...

(...)


Mas o quê heim?
Alguém tem um saco plástico aí?

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